segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Em atenção a nossos Hermanos Latinos que acompanham o Blog

A música cujo clip já ultrapassou mais 30 milhões de acessos na sua versão original, agora também pode ser vista com legenda em português e também em espanhol no vídeo abaixo:

Refrão:
Bromance, nothing really gay about it
Not, that there’s anything wrong with being gay
Bromance, SHouldn’t be ashamed or hide it
I love you in the most heterosexual way.

Tradução:
Não há nada de errado em ser gay, mas Bromance, não tem nada de gay nisso.
Bromance, não se envergonhe ou se esconda; 
 eu te amo [Brother] da forma mais heterossexual possível.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Visão Interdisciplinar e a perspectiva da uma nova identidade de gênero

Como prometido, seguindo o tópico sobre o tema gØy na literatura científica, me pronuncio sobre o artigo "Identidades Sexuais Masculinas do Novo Milênio e os Novos Desafios Provocados pela Homoafetividade e a Visão Baseada na Filosofia Comportamental g0y" é um artigo científico/acadêmico fruto de longo anos de estudos e aprofundamentos e que a julgar pela própria origem de seus autores, abarca uma visão multidisciplinar que envolve a Sociologia, a Biologia, a Psicologia, a área de Saúde, a Educação e a Filosofia, sendo um dos trabalhos mais completos sobre o tema.

Com a visão interdisciplinar em foco, o artigo argumenta sobre a necessidade de uma atualização do material científico acerca da sexualidade, para captar a uma nova definição de gênero - o Homoafetivo: Que é diferente e não necessariamente Homossexual.

O conceito de homoafetivo é mais amplo e mais abrangente que o conceito de homossexual ou gay, tal como se concebe atualmente.  Ao longo do trabalho é possível perceber, que a atração entre dois homens pode ocorrer no mínimo em três níveis, o afetivo, o erótico e o sexual. 


 Para os autores ao tratar o termo gay (que retrata um comportamento), como se fosse uma identidade de gênero, recai-se em lacuna relacionada com uma limitação conceitual e epistemológica da abordagem da sexualidade, especialmente a masculina, que ainda é vista de forma dicotômica: hétero versus gay.

O homossexual, tão comentado e estudado, é apenas uma ponta de um iceberg de um mundo ainda não abordado a contento, mas com certeza muito mais profundo e dinâmico. O conceito de g0y (g-zero-y) abarca as zonas do erotismo e do afeto.





Do ponto que provoca a sua legitimidade conceitual ou não, a questão central é discutir que nem toda homo afetividade é homossexualidade e nem toda atração entre homens é necessariamente um traço homossexual, no que diz respeito as suas práticas. 

O mundo gØy abre um mundo conceitual não polarizado e um cenário de interseção que aponta que a homo afetivdade e a heterossexualidade como não incompatíveis, abrindo dessa forma um contexto mais rico e mais complexo para vivência e investigação do universo masculino, não polarizado. Para facilitar o entendimento desse mundo mais complexo, tomei a liberdade de fazer a figura acima, ilustrando essas possibilidades conceituais de uma forma mais visual. 

Além do artigo, houve um grande debate acerca do tema. O debate democrático e acadêmico foi promovido durante o V Coloquio Internacional de Estudios sobre Varones Y Masculinidades na mesa redonda de nº 18, mesa que para comportar um público maior, foi realizada no auditório Pedro Ortiz da FACSO (Facultad de Ciencias Sociales) na Universidad de Chile que sediava o evento; havendo transmissão ao vivo também pela internet. A mesa redonda teve como mediador o Dr. Hernando Moñoz - da Colômbia, como expositor Dr. Pedro M. Roma Castro, da Universidade de São Paulo, Brasil e também o Dr. José Olavarría (Chile) e Dra. Cristina Veríssimo (Portugal) compondo a mesa.

O g0y (seja heterogoy ou g0y homoafetivo puro) com a sua interface homo erótica e afetiva, mas não sexual, diferencia-se de outros conceitos já referenciados, conforme a tabela a seguir:



  Tabela comparativa
Bissexual
Gouine
GØy
1 - Sexo masculino;
Não necessariamente
Não necessariamente
SIM
2 – Atração por pessoas do mesmo gênero;
SIM
SIM
SIM
3 – Praticam masturbação mútua; Frottage (fricção genital); felação; abraçam-se, beijam-se, etc;
SIM
SIM
SIM
4- Consideram-se como pertencentes ao movimento LGBT;
Não necessariamente
SIM
NÃO
5 – Identifica-se com a cultura Gay;
Não necessariamente
SIM
NÃO
6 – Identifica-se com a cultura Hétero;
SIM
Não necessariamente
SIM
7 – Afinidade com a postura afeminada;
Não, na maioria das vezes
Sim, na maioria das vezes
NÃO
8 – Preferência pela  postura e aparência masculina;
Não necessariamente
Não necessariamente
SIM
9 - Praticam sexo com mulheres
SIM
NÃO
SIM, na maioria das vezes
10 – Praticam o ato anal com homens
SIM
NÃO
NÃO
Tabela comparativa de atributos e respectivas convergências e divergências entre outras vertentes próximas ao comportamento g-zero-y.
Fonte: Almeida Neto et. al. (2015).


Nessa mesma linha dos pressupostos do movimento g0y, há muitos anos Michel Foucault já criticava a ideia de que a homossexualidade masculina pudesse ser interpretada como uma “constante antropológica” e que insiste em focar o fato de uma permanência onde não há permanência ao longo dos séculos do que nós, enquanto sociedade, designamos por esse termo – termo que na verdade representa a junção de dois outros termos: homo e sexual, e não algo mais amplo como homo afetividade por exemplo.

Praticamente dois mil anos passados, no que se refere a essa fusão, os g0ys parecem querer provocar uma contra revolta cultural e de costumes vigentes até então; mas, ao mesmo tempo mantendo um ponto enquanto denominador comum. Na cultura ocidental atual, certamente continua hegemônica a concepção de que o mínimo esperado de um homem heterossexual é que o mesmo possua uma total aversão às práticas anais, especialmente àquelas que o confundam com algum papel penetrativo vinculado, subjetivamente, às fêmeas. Não à toa, o movimento g0y internacional foi um movimento primordialmente promovido e provocado originalmente por heterossexuais, entretanto não pode-se deixar de frisar heterossexuais um pouco diferentes, não héteros normativos, visualizados como libertários e muito liberais considerando-se a cultura heterossexual vigente.
 

Esse trecho foi retirado da página 10 do artigo. Para quem é estudante, pesquisador ou entusiasta do tema recomenda-se o download do trabalho na íntegra, que pode ser feito nesse link ou no site do evento.



domingo, 9 de agosto de 2015

FAKE! Não acredite nisso.


Se você busca algo mais quente...

No 'desespero' por ter contatos com outros g0ys além do facebook e whatzap, que concordamos às vezes é muito chato... alguns g0ys de SP caíram em um trote. 

Gays espalharam nas redes sociais essa propaganda, buscando atrair homens g-zero-y para uma famosa sauna/hotel gay da cidade de São Paulo. Primeiro grande indício de fake: Em nenhum momento a Chilli Peppers divulgou isso em seu site oficial, Mas independentemente disso, por motivos óbvios não haveria como selecionar apenas homens ativos (como divulgado) para ter-se um dia de celebração g0y (onde ninguém come ninguém e só curte a luta de espadas)!

Como dica, resta apenas divulgar, para quem tem mais um pouco de grana, os locais HOT e efetivamente g0ys, um na Jamaica e o outro no Chile. E, no Brasil temos uma casa de Swing em sampa declaradamente bissexual (com a frequência de hétero g0ys predominando entre os casais) e o Club Hedônia no mesmo estilo em São Luís do Maranhão. Eles estão todos linkados no Blog GzeroPorn.


sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Tradução do que os homens falam

Para não nos chamarem de machistas, só porque colocamos aqui no Blog o vídeo 'tradução do que as mulheres falam', segue também a versão dos gêmeos para o que os homens falam e o que querem dizer de fato

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Quem ganhou esse debate!

De um lado a velha conversa de sempre:
- Gay enrustido, que tem vontade 'de fazer' e sem coragem de dá ou de doer, blá, blá, blá

E do outro lado:
- G0y é natural, correto, não há trechos da bíblia que condene os g0ys, etc.

Quem ganhou?
Com certeza foi o humor e a brincadeira. Muito bom o vídeo!


sábado, 1 de agosto de 2015

Cinco fatos sobre a sexualidade masculina

O texto corajoso é de autoria da Jornalista Ej Dickson e do seu chefe e editor Nico Lang que resolveram reunir pesquisas e a própria experiência pessoal em constatações que quebram o paradigma sobre o que hoje se considera heterossexualidade, dessa forma os dois acabaram por elencar e revelar cinco fatos sobre a sexualidade dos homens. 

NOTA: Dos cinco fatos elencados na imprensa, TRÊS deles tem relação direta com o mundo hétero g0y.


 1) Os homens também se sentem inseguros sobre seus corpos:
Quase que 30% dos homens mostram-se insatisfeitos com o corpo e 23% são mais específicos, e estão insatisfeitos apenas com o tamanho de seus pênis (isto é, 7% não são focados no órgão sexual, mas em questões que hoje são tipicamente "femininas" como: peso ideal, magreza, oleosidade da pele, tipo de cabelo, proporcionalidade/altura e coisas do tipo).


2) Há tesão nos mamilos e outras zonas erógenas:
Por exemplo, 52% dos homens relataram se sentir estimulados ao serem tocados ou lambidos no mamilo a ponto de aumentar suas excitações sexuais. O pênis é central, mas não é o único no sentido da obtenção do prazer. Preliminares podem ser importantes não para apenas para a 'preparação e relaxamento', mas também para a obtenção de prazer com um todo.


3) Os homens gostam de dormir abraçados:
Uma pesquisa citada do Instituto Kinsey sugere que interações sem intenções sexuais como dormir de conchinha e beijar têm "mais importância para os homens do que as mulheres." Como assim? O cotidiano dá a impressão de ser o contrário... O fato é que: Apesar de obter essa intimidade seja algo importante para eles, eles ainda temem que tal comportamento seja percebido pela parceira(o) como sendo menos másculo ou ainda como sendo coisa de gay.


4) Os homens não são todos interessados em anal:
Embora o sexo anal esteja em ascensão, apenas 19% dos homens relataram que já tentaram a experiência sejam em mulheres ou mesmo em homens, o que significa dizer que 81% não relatam fantasias com o sexo anal, seja ele gay ou straight. 


5) A forma como os homens lidam com as emoções e a sexualidade tem menos a ver com a biologia e mais a ver com o condicionamento social, ou seja, encontra-se relacionado com a cultura.

Alguém tem dúvidas que os tópicos 2, 3 e 4 tem tudo a ver com o mundo hétero g0y?
 Certamente, para quem conhece o que é um hétero g0y,  sabe que sim.

Leia mais: O Globo,


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