quinta-feira, 6 de julho de 2017

A Psicologia reconhece o g0y como uma identidade homoafetiva e não homossexual.


A Revista Psicología Conocimiento y Sociedad do Uruguay, acabou de publicar o artigo acadêmico no qual se reconhece o g0y (homoafetivo) como sendo uma identidade diferenciada do gay (homossexual).

No artigo também trabalha-se com o heterogoy sendo uma interface entre o mundo heterossexual e o mundo do homoerotismo (não bissexual total) sendo, portanto, um mundo intermediário por excelência.

Vele muito a pena a leitura, para estudantes, pesquisadores, professores e claro para pessoas em geral que pretendam a aprofundar o tema:



Link para acesso: (trabalho completo) http://revista.psico.edu.uy/index.php/revpsicologia/article/view/305


NOTA: O PDF está em português!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Novidades em São Paulo


Enquanto outras cidades do Brasil e do mundo já possuem estabelecimentos g0ys - onde só entram cadastrados para garantir a entrada de pessoas com perfil minimamente adequado... ou pelo menos simpatizantes. São Paulo até agora estava fora desse circuito.

Estava não está mais!

Um promoter do ramo do Swing Hetero promete uma festa Swing Heterogoy pelo menos uma vez por mês. Havendo também conforme consta no site, o projeto de PuB gØy em breve.


Se mora em São Paulo ou região Entenda e Participe!
(Foto ilustrativa do local do evento).

Mais informações:


terça-feira, 9 de maio de 2017

Mulher e Solteira? Jamais!

Essa pesquisa não tem cunho científico, mas de qualquer dá um panorama geral, foi realizada no segundo semestre do ano de 2014.

Durante a Copa do Mundo em junho do ano passado, alguns alunos do curso de Sociologia, cumprindo atividades de uma disciplina de métodos de pesquisa, foram à Rodoviária do Plano Piloto em Brasília e coletaram informações de 330 mulheres que passavam pelo local.

Um desses alunos, acompanhava o blog Somos G0ys e resolveu os encaminhar os resultados, para discussão dos leitores. Republicamos os resultados aqui nesse momento.

A questão era as mulheres fazerem uma escolha forçada (algo como, se os héteros tradicionais, não existissem mais no mundo, como elas iriam se virar...).

Diante das alternativas abaixo: Qual seria a sua opção?

Somente 25 mulheres (7% das entrevistadas) afirmaram que diante da lista apresentada, prefeririam ficar solteiras.

Das opções apresentadas os metrossexuais foram os campeões de rejeição entre as mulheres.

Em termos de preferência aparentemente as mulheres prefeririam um hétero não masculinizado (cara afeminado não gay) ou até mesmo um homem passivo, do que ter que namorar com um homem que fosse muito vaidoso.

Um outro dado curioso - 69% das entrevistadas não conheciam ainda o termo g0y na época.
                                        35% das entrevistadas não sabiam o que seria um metrossexual.
                                        18% das entrevistadas não sabiam o que seria um bissexual ativo (ou seja, para elas,  o bissexual encontrava-se vinculado à imagem do papel passivo).
                                       
Assim que a entrevistada o solicitava, os alunos tiveram que explicar nesses casos o que é cada um respectivos termos; eis o resultado: 


Um dado para nós heteros liberais, g0ys e afins que foi bastante interessante, é essa não rejeição (35%) que em relação aos g0ys sobe bastante considerando-se as mulheres com menos de 25 anos. Nesta faixa etária 48% afirmaram que namorariam sim com um homem g0y, sem problemas...

Lendo esses resultados, o engraçado é que especulando, achamos que se fosse feito a dois ou três anos tempo atrás, a rejeição com os g0ys seria bem maior 
(Ou será que estamos falando besteira?... Acho que não...). 
As coisas começam a mudar...

A pesquisa, que na verdade tem mais uma cara de enquete, foi apenas um exercício para aprendizagem acadêmica de coleta e de tratamento de dados e como dito em função do método assistemático, não tem cunho científico.
Mas a ideia é ótima e seria interessante ser replicada e ter-se um levantamento ou enquete semelhante em sites/revistas femininas. Porque não

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Esclarecendo Dúvidas sobre Levítico e as Leis do Povo Hebreu


O post aqui sobre  a conhecida passagem de Levíticos 18:22 - Link:
http://brasilgzeroy.blogspot.com.br/2017/01/leviticos-1822-afinal-o-que-ele-quer.html gerou muitos dúvidas segue um esclarecimento adicional.

Diversos leitores ficaram "zonzos" com a possibilidade de (nova?) interpretação. Mas vamos lá: Como se chega à conclusão que o povo hebreu abolinava o homossexualismo masculino, mas tolerava o homoerotismo intermanculino. Levítico ou Levíticos é um Livro do pentateuco, cuja autoria é atribuída à Tribo de Levi e traz uma série de norma de conduta do povo Hebreu. A leitura que permite essa visão nem sequer é tão complexa, basta um raciocínio lógico, pegando-se por exemplo as 3 leis mosaicas (ou mitzvah) específicas para as relações intermasculinas.

Originais:
Ló Tassês
שנ  שֶׁלֹּא לִשְׁכַּב עִם זָכָר, שֶׁנֶּאֱמָר "וְאֶת-זָכָר--לֹא תִשְׁכַּב" (ויקרא יח,כב). 350
- justo a que se encontra em Levítico 18:22, mas existem mais duas leis proibitivas:
351 שנא  שֶׁלֹּא לְגַלּוֹת עֶרְוַת הָאָב עַצְמוֹ, שֶׁנֶּאֱמָר "עֶרְוַת אָבִיךָ . . . לֹא תְגַלֵּה"
352 שנב  שֶׁלֹּא לְגַלּוֹת עֶרְוַת אֲחִי הָאָב עַצְמוֹ, שֶׁנֶּאֱמָר "עֶרְוַת אֲחִי-אָבִיךָ, לֹא תְגַלֵּה" 

 Já sentiram que a tradução não eh tarefa fácil, mas vamos às tracuções mais comuns:

350.             É proibido um homem relacionar-se carnalmente com outro macho (Isso é uma abominação!)
351.              É proibido um homem descobrir a nudez do seu pai
352.             É proibido um homem relacionar-se intimamente descobrindo a nudez do irmão de seu pai


 PRONTO! A Lei de Levítico 18:22 (ou seja, Ló Tassê 350) em combinado com a 351 (trecho em Levítico 18:14) e com a 352 (que teólogos enxergam subentendida em Lev 18:6), em combinado, ou seja cruzando-se uma com a outra chega-se a esse raciocínio:
 Se não pode com o pai e com os tios - significa que pode com os demais, CALMA! Desde que não fira a Lei Central - Levítico 18:22 ou no mesmo teor a Ló Tassê 350.  

Agora em uma tradução mais livre vamos transliterar para um português mais claro:

350.             Um macho não deve copular com outro macho.
351.              Um macho não deve ter relações homoeróticas com o seu próprio pai
352.              Um macho também não deve relacionar-se intimamente com os seus tios.


Espero ter contribuido.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Filme Holandês que retrata drama g0y adolescente



J0ngen/Boys", de Mischa Kamp (2014) é um drama holandês, sobre a descoberta da sexualidade de um adolescente de 15 anos.
Sieger é um jovem atleta, que treina com seu amigo Eddy para uma maratona olímpica na cidade. Eles flertam com meninas e curtem a vida numa boa. A chegada de um garoto, Marc, que fará dupla com Sieger, irá abalar a sua estrutura emocional. Marc é gay, e ambos sentem uma atração muito forte, apesar de Sieger não ser homossexual. 
Mas Sieger sabe que nesse meio esportivo o preconceito é muito grande, e há a pressão de seus amigos e seu pai para que ele vença o campeonato, ele tem medo que uma amizade em clima de bromance com um amigo não hétero, possa trazer complicações. Ao contrário do exemplo de Brokeback dos EUA e Free Fall da Alemanha, que mostram possíveis relacionamento entre g0ys. J0ngens cai no velho esquema heterog0y envolvendo-se com um gay e nesse percusso o filme caminha infelizmente, cheio de clichês, ou seja,  trata-se de um filme que fala sobre a descoberta da sexualidade, que tenta ser moderno abordando a temática g-zero-y, mas que possui os mesmos ingredientes de filmes precedentes, ou seja, repressão familiar, amigos homofóbicos, algum evento que impede que a pessoa assuma sua sexualidade, garota que fica dando em cima... tem tudo isso e claro, mais a questão estética: muita câmera lenta nos momentos românticos, onde o bromance ganha a tônica. Para o público geral, trata-se de um bom filme mesmo que óbvio e sem novidades, mas para o público g-zero-y, deixa muito a desejar, em nenhum momento por exemplo, há alguma discussão ou indução de que o envolvimento entre Marc e Siegger, caso se concretizasse, seria somente uma profunda relação de afeto, mas sem sexo anal.
Tudo tem que ser inferido, e não há como garantir que haja entendimento e provavelmente grande parte do público não entenda que não se trata de namoro, mas sim uma situação de compreensão e amizade (ou seja bromance).

PS: Aqui no Brasil, o filme já está sendo exibido em festivais LGBTs e com aquela ideia subjacente de que eles "seriam gays" em fase de dúvida... Aff.

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